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Wednesday, April 01, 2009


Sabotagem alimentar atinge a Suécia

Franguinho no churrasco é uma delícia. O pior é quando marginais sabotam este prato. Aconteceu na Suécia. Só cá faltava o terrorismo gastronómico...

Leonel Sabrosa

Os serviços secretos suecos, Säpo, investigam, desde o passado dia 26 de Março a, eventual, sabotagem a que foram sujeitos produtos alimentares, o que aconteceu a uma dimensão nacional.
As investigações iniciaram-se após oito pessoas, em outros tantos locais, de Norte a Sul do país, terem encontrado pedaços de vidro introduzidos em pedaços de frango congelado, em embalagens da marca Kronfågels.
Por precaução, logo após ter sido dado o alerta, a direcção da empresa decidiu retirar mais de 500 toneladas deste produto das prateleiras de lojas e grandes superfícies. A maioria destas embalagens foram produzidas nas instalações da fábrica em Valla, na região de Södermanland.
Segundo fonte policial, há fortes suspeitas da Kronfågels ter sido alvo de sabotagem. Até ao momento ninguém foi detido e, embora não existam suspeitas de quem terá colocado os vidros nos frangos, a polícia segue diversas pistas.
Tanto quanto se sabe, a empresa cumpria as exigidas medidas de segurança nas instalações e nunca fora alvo de ameaças ou de chantagem.

Fogos globais

Estes casos surgiram escassas semanas após quatro lojas de produtos alimentares terem sido destruídas por fogo criminoso, em Fevereiro último, em Södertälje, a Sul de Estocolmo.
Aqui, a suspeita da autoria dos fogos caiu sobre um grupo que se apelida de Global Intifada, a mesma organização que terá deitado fogo, também em Södertälje, a dois outros estabelecimentos de produtos alimentares, em Dezembro passado.
Nas imediações destas duas últimas lojas destruídas pelas chamas foram encontrados panfletos incentivando as pessoas a não comprarem produtos alimentares americanos, enquanto que outros explicavam como se fabricava, em pouco mais de 20 minutos, uma bomba incendiária.
Mas a existência deste grupo, já era do conhecimento da polícia, que atribuiu à organização a autoria de dois atentados com bombas incendiárias, contra dois veículos com matrícula diplomática, corria o ano de 2005, em Estocolmo, e contra um poiol militar, no ano seguinte, também na capital sueca.
A documentação encontrada, o material utilizado, a forma como exprimiram os seus ideais, os alvos escolhidos, tem levado observadores a colocarem a hipótese destes actos violentes se tratarem, na realidade, de atentados com motivos políticos.
As investigações, até ao momento, pouco resultado deram. E, contrariando as opiniões que apontam para atentados com motivos políticos, em declarações à Comunicação Social, fontes policiais e de organismo ligados ao sector alimentar têm negado conotações políticas na origem dos incêndios.

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