Secretas americanas
controlam visitantes
Mendes Garcia
O acesso aos dados pessoais de estrangeiros, que pretendam visitar os Estados-Unidos, está a ser negociado entre as autoridades deste país e as de outros Estados.
O endurecimento das exigências deve-se ao facto de Washington, por todos os meios legais, querer impedir a repetição de ataques terroristas semelhantes aos ocorridos em 11 de Setembro, de 2001.
Os americanos pretendem que agências de inteligência, como a CIA (Central Intelligency Agency), possam, com antecedência, saber quem são os futuros visitantes.
Entre os dados a investigar aos viajantes constam as contas bancárias, salários, cartões de crédito, viagens efectuadas, cheques emitidos e proveniência, moradas electrónicas e sítios da Internet visitados, tanto de particulares como de empresas.
Apesar da celeuma que as pretensões americanas estão a causar junto de governos e de organizações de direitos civis, muita desta informação já está disponível em bases de dados, em particular de entidades ligadas ao sector financeiro.
O endurecimento das exigências deve-se ao facto de Washington, por todos os meios legais, querer impedir a repetição de ataques terroristas semelhantes aos ocorridos em 11 de Setembro, de 2001.
Os americanos pretendem que agências de inteligência, como a CIA (Central Intelligency Agency), possam, com antecedência, saber quem são os futuros visitantes.
Entre os dados a investigar aos viajantes constam as contas bancárias, salários, cartões de crédito, viagens efectuadas, cheques emitidos e proveniência, moradas electrónicas e sítios da Internet visitados, tanto de particulares como de empresas.
Apesar da celeuma que as pretensões americanas estão a causar junto de governos e de organizações de direitos civis, muita desta informação já está disponível em bases de dados, em particular de entidades ligadas ao sector financeiro.
Liberdade condicionada
A forma fácil de partilha de informação, além dos benefícios que trará no respeitante ao combate ao terrorismo e crime organizado, pode, também, violar direitos individuais.
Por outras palavras, a privacidade do cidadão comum pode, pura e simplesmente, ser furtada legalmente e utilizada para fins que ele nunca conhecerá.
Segundo a legislação em vigor, empresas europeias que entreguem dados pessoais a outras empresas, de sem autorização dos visados, mesmo que em actividade na Comunidade Europeia, estão sujeitas a pesadas sanções. Tudo indica que esse rigor será relaxado.

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