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Wednesday, May 20, 2009


Os vôos da CIA que embaraçaram

o Governo sueco


Enquanto permaneceu estacionado no Aeroporto de Arlanda, em Estocolmo, o avião da CIA esteve sob apertada vigilência da secreta militar sueca. Segredos que se tornaram públicos.

Pedro Lopes
Sabe-se, agora, que tudo se passou no maior dos segredos. Os vôos eram secretos, por outras palavras, não se divulgava a carga que transportavam, os agentes secretos norte-americanos foram vigiados por agentes secretos suecos e o Governo sueco fez, o que pôde, para que tudo ficasse em segredo!
Em 2005, as autoridades deste país sabiam, ou suspeitavem, que os aeroportos de Arlanda (para vôos internacionais) e Bromma(vôos internos), ambos nos arredores de Estocolmo, escalavam aviões ao serviço da CIA.
Os vôos teriam passado despercebidos se sobre eles não pairasse a suspeita de a bordo seguirem presos, alegadamente, envolvidos em actos terroristas.
Em virtude da lei norte-americana impedir em solo nacional a tortura no decorrer de interrogatórios, esses suspeitos foram transferidos para países onde esse processo é autorizado e, por isso, praticado. Aliás, o canal televisivo sueco TV4, já em Maio de 2004, denunciara que um outro avião da CIA aterrara em Bromma para receber dois alegados terrorista egípcios, que depois foram transportados para o seu país natal. Apesar de terem pedido asilo político na Suécia, regressaram ao Egipto, onde foram presos e terão sido torturados.


Negaram o que sabiam


Segundo o vespertino sueco "Expressen", de Estocolmo, a operação recebeu luz verde do Ministério da Defesa. Porém, oficialmente, o Governo sueco, na altura chefiado pelo social-democrata Goran Persson, nunca confirmou, a nível interno, que tivesse conhecimento desses vôos, nos quais a CIA utilizara a Suécia com placa giratória aérea para a realização dessas missões secretas.
E, como que confirmar essa posição, ao exterior, Persson nunca protestou junto de Washington contra essas ilegalidades.
Sintomático, também, o facto de personalidades suecas e americanas envolvidas no caso terem recusado cometar o sucedido a jornalistas do citado jornal sueco.

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