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Tuesday, June 30, 2009


Cocaína mais barata!

E a causa não é da crise. As novas rotas da droga, da América do Sul para a Europa Ocidental contribuíram para a diminuição do preço da cocaína. Má notícia!

Carlos P. Barbosa

Segundo um relatório apresentado pelo Departamento Internacional de Controlo de Drogas das Nações Unidas, prevê-se que o preço da cocaína possa descer, em consequência da mudança das rotas de transporte deste produto.
Os novos trajectos são agora menos perigosos para os indivíduos encarregues do transporte e este menos susceptível de apreensões.
As mudanças são uma consequência do sucesso de operações policiais levadas a cabo em países sul-americanos produtores de estupefacientes.
Assim, foram abandonadas, ou são agora utilizadas com menor frequência, as tradicionais rotas no Mar das Caraíbas e pelo Norte do Atlântico. Como alternativa, a droga passou a circular por países localizados na Europa de Leste e na África Ocidental, de entre os quais já se destaca a Guiné-Bissau.

Maldita cocaína

De acordo com o referido documento, os traficantes estão a armazenar grandes quantidades de droga em países da África Ocidental de onde é enviada para mercados europeus, como Portugal, Espanha, Grã-Bretanha, Holanda e Alemanha.
O preço actual da cocaína pura transaccionada na Europa varia entre as 40 e as 50 libras por grama, enquanto que a coca vendida nas ruas, misturada com outros produtos, oscila entre as 20 e as 30 libras. Os adolescentes britânicos são os maiores consumidores de haxixe na Europa Ocidental.
Apurou-se ainda que cerca de 30 por cento da cocaína posta à venda no Ocidente europeu foi transportada pelos chamados correios ou mulas de Estados como a Guiné-Bissau, Gabão, Libéria, Mali, Nigéria, Senegal e Serra Leoa.
Os correios viajam, regra geral, de avião após terem ingerido a droga sob a forma de bolas protegidas por um preservativo. Em alguns casos já se detectou droga nos estômagos destes indvíduos que atingia o peso de um quilo. Em certas ocasiões o preservativo rebentou, de que resultou a morte dos transportdores.

Mais tráfico

O relatório aponta para o facto dos traficantes terem aumentado a utilização deste processo. Como forma de garantir, ou facilitar, o transporte de estupefacientes, tripulantes de pequenas companhias de aviação têm sido sondados para acederem a levar entre a sua bagagem quantidades de droga.
Um outro aspecto que preocupa os organismos responsáveis pelo combate a este tipo de tráfico, diz respeito ao facto de, por vezes, o êxito das operações policiais a nível internacional ser prejudicado pela falta de capacidade operacional em lidar com este problema por parte das autoridade policiais e judiciais locais.
Hamid Ghodse, presidente do citado departamento das Nações Unidas afirmou que “os preços dos estupefacientes, presumivelmente, baixarão se os governos não aumentarem os esforços para interceptarem os fornecedores de droga”. O dirigente acrescentou que “a produção de cocaína nos três maiores países produtores deste produto, Colômbia, Peru e Bolívia, não diminuiu. A quantidade que chegou à Europa aumentou nos últimos anos”.

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