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Thursday, June 18, 2009


Vôos da CIA
embaraçaram governo sueco


Enquanto permaneceu estacionado no Aeroporto de Arlanda, em Estocolmo, o avião da CIA esteve sob vigilância da secreta militar sueca. Segredos que se tornaram públicos...

Arlindo Lopes

Sabe-se, agora, que tudo se passou no maior dos segredos. Os vôos eram secretos, por outras palavras, não se divulgava a carga que transportavam, os agentes secretos americanos foram vigiados por agentes secretos suecos e o governo sueco fez o que pôde para que tudo ficasse em segredo!
Em 2005, as autoridades deste país sabiam, ou suspeitavam, que nos aeroportos Arlanda (para voos internacionais) e Bromma (vôos internos), ambos localizados nos arredores de Estocolmo, escalavam aviões ao serviço da CIA.
Os vôos teriam passado despercebidos se sobre eles não pairasse a suspeita de que a bordo das aeronaves seguiam presos, alegadamente, envolvidos em actos terroristas.
Impedidos porlei de, em solo norte-americano, serem submetidos a tortura no decorrer de interrogatórios, os suspeitos foram transportados para países onde esse processo é autorizado e praticado.
Aliás, o canal televisivo sueco TV4, já em maio Maio de 2004, denunciara que um outro avião da CIA aterrara em Bromma para receber dois alegados terroristas egípcios, que depois foram transportados para o país natal. Apesar de terem pedido asilo político na Suécia, regressaram ao Egipto onde ficaram presos e terão sido submetidos a actos de tortura.

Ver para crer

Como que para confirmar as suspeitas, em 2005, o Ministério da Defesa sueco decidiu-se pela realização de uma operação de vigilância a um desses aviões que estacionara no aeroporto de Arlanda.
Durante várias horas, tantas aquelas em que o avião fez escala, os agentes da secção regional de Estocolmo dos Serviços Secretos Militares mantiveram a aeronave sob vigilância.
E as suspeitas confirmaram-se quando os operacionais suecos, uns disfarçados de funcionários encarregues de fornecer combustível, outros de empregados de limpeza (tal como no filmes de espionagem...), viram diversos passageiros algemados, sentados e com capuzes enfiados nas cabeças.

Negaram o que sabiam

Segundo o vespertino sueco Expressen, de Estocolmo, a operação recebeu luz verde do Ministério da Defesa.
Porém, oficialmente, o Governo sueco,
na altura chefiado pelo social-democrata Göran Persson,
nunca confirmou, a nível interno, que tivera conhecimento desses voos, nos quais a CIA utilizara a Suécia como placa giratória aérea para a realização de missões secretas.
E como que a confirmar esta posição, ao exterior, Göran Persson nunca protestou junto de Washington contra essas ilegalidades. Sintomático o facto de personalidades envolvidas no caso, suecas e americanas, terem recusado comentar o sucedido a jornalistas do citado diário sueco.

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