Rússia é o alvo
dos serviços de escuta suecos
Da Rússia para o Ocidente não veio, nem bom vento nem bom casamento. Os novos chefes do Kremlim nunca perderam, em definitivo, os velhos hábitos estalinistas e outros parecidos. Por isso, a Suécia escuta as mensagem enviadas das estepes russas. Muito semelhantes às soviéticas...
dos serviços de escuta suecos
Da Rússia para o Ocidente não veio, nem bom vento nem bom casamento. Os novos chefes do Kremlim nunca perderam, em definitivo, os velhos hábitos estalinistas e outros parecidos. Por isso, a Suécia escuta as mensagem enviadas das estepes russas. Muito semelhantes às soviéticas...
Rogério Alcobia
Os serviços de escutas da forças armadas suecas, Försvarets Radioanstalt (FRA), trocam informações com agências congéneres estrangeiras.
Embora o Director Geral da FRA Ingvar Åkesson, em declarações à imprensa, não indentificasse quais os Estados a quem forneciam essa inteligência, esclareceu que são países democráticos.
De salientar que o funcionamento do FRA permite à Suécia manter uma mais do que relativa independência em relação a agências de inteligência estrangeiras, no respeitante à obtenção de informações.
Outro aspecto que sublinha a importãncia deste serviço é o facto da Suécia, país neutral, estar envolvido em diversas missões de paz em zonas de conflito bélico, pelo que necessita de informações que contribuam para a segurança das suas tropas.
Atendendo ao passado da colaboração da Suécia, nesta área, com outros Estados, não surpreenderia que dois desses países fossem os Estados Unidos da América e a Grã-Bretanha e, provavelmente, os vizinhos escandinavos.
Em troca da colaboração prestada a Suécia recebe desses mesmos países informações de interesse para defesa das suas fronteiras, mas às quais, por motivos vários, não tem acesso.
Perigo vem da Rússia
Sabe-se, porém, que o alvo principal das escutas consiste na captação de comunicações provenientes da Rússia, que passam pela Suécia, tendo, no entanto, como destino outros países.
Segundo Ingvar Åkesson, não é função da FRA efectuar escutas na Suécia. Suspeita-se, no entanto, que em situações nas quais estejam envolvidos suecos ligados a casos de ataques informáticos, tráfico de armamento e ameaças contra as forças armadas de outros países, os mesmos possam ficar sob vigilância electrónica.
O funcionamento deste serviço tem originado alguma polémica, devido à suspeita de cerca de 103 cidadãos suecos terem estado sob escuta do FRA, sem a respectiva autorização judicial e, para agravar as suspeitas, muito provavelmente, em consequência de opiniões políticas que proferiram.
Os serviços de escutas da forças armadas suecas, Försvarets Radioanstalt (FRA), trocam informações com agências congéneres estrangeiras.
Embora o Director Geral da FRA Ingvar Åkesson, em declarações à imprensa, não indentificasse quais os Estados a quem forneciam essa inteligência, esclareceu que são países democráticos.
De salientar que o funcionamento do FRA permite à Suécia manter uma mais do que relativa independência em relação a agências de inteligência estrangeiras, no respeitante à obtenção de informações.
Outro aspecto que sublinha a importãncia deste serviço é o facto da Suécia, país neutral, estar envolvido em diversas missões de paz em zonas de conflito bélico, pelo que necessita de informações que contribuam para a segurança das suas tropas.
Atendendo ao passado da colaboração da Suécia, nesta área, com outros Estados, não surpreenderia que dois desses países fossem os Estados Unidos da América e a Grã-Bretanha e, provavelmente, os vizinhos escandinavos.
Em troca da colaboração prestada a Suécia recebe desses mesmos países informações de interesse para defesa das suas fronteiras, mas às quais, por motivos vários, não tem acesso.
Perigo vem da Rússia
Sabe-se, porém, que o alvo principal das escutas consiste na captação de comunicações provenientes da Rússia, que passam pela Suécia, tendo, no entanto, como destino outros países.
Segundo Ingvar Åkesson, não é função da FRA efectuar escutas na Suécia. Suspeita-se, no entanto, que em situações nas quais estejam envolvidos suecos ligados a casos de ataques informáticos, tráfico de armamento e ameaças contra as forças armadas de outros países, os mesmos possam ficar sob vigilância electrónica.
O funcionamento deste serviço tem originado alguma polémica, devido à suspeita de cerca de 103 cidadãos suecos terem estado sob escuta do FRA, sem a respectiva autorização judicial e, para agravar as suspeitas, muito provavelmente, em consequência de opiniões políticas que proferiram.

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